Existe uma Elise em cada um de nós, mas acredito que minha Elise esteja mais viva ou presente que as dos outros mortais.
Minha Elise acorda comigo das as manhas ou tardes, que eu me deite, ela esta comigo desde o nascer ao por do sol, e comigo aprendeu a apreciar as estrelas do ceu, e as nuvens de chuva que não estão no ceu. A minha Elise aprendeu a escrever cartas apaixonadas que nunca enviará, aprendeu a dar um tapa na propria face e pedir desculpas pelos erros cometidos.
A minha Elise estão tão proxima a mim, que mal posso definir quem é quem nesta nossa relação, não posso definir quem ama e quem é amada, quem sofre ou quem faz sofrer.
Eu queria abraçar Elise com tanta força que mal poderia ela respirar, talvez sugar a vida de Elise só para mim.
Hoje já não sei se Elise é uma musica que toca na minha mente, ou é uma palavra que me conforta. Se Elise é uma moça, que me liberta, ou uma amor nunca realizado.
Elise às vezes me assusta, porque parece ser eu mesma arrumando desculpas para fugir de tudo que me magoa, ou me mete medo.
A minha Elise foi abandonada com o coração partido ...como em "A letter to Elise", mas ela tambem saiu vitoriosa, sabendo esconder, e se recompor com seus sentimentos face a face. Ela pode caminhar pela rua sem se sentir mal em ver quem um dia amou.
Eu creio que não sou Elise, eu não sou tão forte quanto ela.
Então será eu quem despedaçou Elise, e a atirou a cova dos Leões?
Eu quero Elise só para mim, não quero perde-la para o primeiro louco apaixonada da esquina, que jurara promeças que não será capaz que de realizar. Eu quero ser aquela que vai beijar Elise antes dela adormecer nos meus braços, abraça-la antes que ela se sinta capaz de andar sozinha.
Eu quero que meu egoismo tome conta das açoes de Elise, e que ela continue moldada ao meu corpo, assim como minha alma é moldada a dela.
