Ele não vai estar aqui no 12 de outubro. Será mais um destes dias que não pertenceram ao meu imaginário que de poético e bobo, fantasiaria revelo em uma dessas esquinas de Ouro Preto, segurando uma lata de Skol em uma mão e um cigarro em outra. Sendo tampado pelo amigo, alguns bons centímetros mais alto, que estava a sua frente.
Eu boba, não cairei em sua lábia tão bem destrinchada, que seria capaz de seduzir qualquer mulher que estivesse afim.
Dia 22 você estará aqui, como a um ano que celebrei minha recaída pior nesta cidade. Desta vez não quero chorar em memória de meu um ano um mês e um dia na cidade perdida.
Ontem, tarde da noite, eu fiquei olhando suas fotos no computador e imaginando se eu também não tenho grande culpa nessa minha dor. O fato de ignorar uma presença quando eu corro para revela, o fato de dizer não e não ter me arriscado um pouco mais. Um lamentar, mas que não deve ser visto como a única fuga que tenho por ter sido covarde.
Talvez isso tudo não passe de uma boa desculpa para lembrar de outubro com outra cara,e não aquela (que acabou de passar na minha cabeça) que eu costumava lamentar. Outubro agora tem um significado mais intenso e tal qual mais importante. Talvez um perfume mais marcante, destes que deixam marcas até por não usar.
Eu contarei os dias, nessa imensidão de dias que não poderei mais ver, alem de fotos em um site.
