Com a correria do dia a dia, trabalhos finais, e mesmo meu desleixo de saber o que está acontecendo no mundo, quase sempre me esqueço de ler a revista semanal que assino. Não fazendo propaganda, apenas informando, é a Carta Capital. Na revista desta semana, que só hoje eu comecei a ler, tem de cara uma reportagem sobre as moradoras do ribeirinha paraenses que perdem seus cabelos e parte do couro cabeludo em decorrência de viagens feitas em “embarcações” rudimentares, nas quais seus cabelos emaranham em motores e o que nisto ocorre, não preciso entrar mais em muitos detalhes não é?
O fato é que eu mantive minha curiosidade de ler a reportagem mas a cada linha me dava ânsia de pensar na situação destas mulheres, que lá são comumente chamada de “Mulheres de Turbantes”, motivo dos lenços que elas utilizam na cabeças enquanto passam por tratamento, que demoram de meses a anos. Uma vida abalada por complicações de infecções, muitas perdem os maridos, a vida familiar se abala.
O que mais deixa chocada, se é que de tudo tem como separar uma coisa apenas, é a demora para chegar ao atendimento. Vocês podem imaginar só, seu “topo da cabeça” arrancado, sangrando, envolto em uma toalha e a demora de cerca de 11 horas até chagar ao atendimento? E isto ser uma questão comum na vida delas?
Ao terminar de ler a reportagem me senti invalida. Sem muitas ações, e sem saber o que fazer peante a isso.
Se tem algo que deve ser o fim, é quando o primeiro fio de barba surge no rosto de um homem. É algo tão abominável saber que seus lindos dias de paz e rosto liso vão para um lamentável afazer de todos os dias. Ta certo que mulher tem perna, virilha, axilas, buço e outras coisas lá. Mas nada é não marcante quanto à barba. Eu já tive sérios problemas com barba, e não é de todo que perdi, mas não é que aprendi a gostar dessa marca masculina de um pouco de desleixo e ao mesmo tempo, tão, mas tão sexy!
Pronto vou falar: eu acho extremamente charmoso ver alguns (deixo claro que é alguns) pescoços masculinos com aqueles fiozinhos querendo sair , meio inflamados, deixando pele vermelha, ou senão homens que já passaram da idade de se cortarem com lâminas, aparecer com alguma marquinha de corte! Como as pessoas mudam, eu me surpreenderia se eu lesse esse mesmo texto vindo de mim mesmo a um ano atrás. Mas não é que é charmoso a maldita barba?! Eu ainda acho que deve ser o fim na vida de um menino quando aparece a tal da barba, mas com o tempo, depois de raspar aquele mesmo fio até “engrossar”, mal eles sabem o quanto podem ser adoráveis, e incrivelmente desejados!
Isto é, se você tem cara e corpo de “homem”. Não basta ter a barba meu jovem, não basta... Isso não quer dizer que os meninos jovens de pele lisinha não tem seu lugar no meu coração, mas isso já é outra historia.
Caramba, estive lendo alguns dos primeiros posts que coloquei nesse blog, e estou surpresa comigo mesmo de como as coisas mudas, algumas não, mas da pessoinha de 17 anos para a de 21, muita coisa pode acontecer em um curto espaço de tempo... muito curto tempo.
É fácil dormir quando não há ninguém para incomodar! Não existem fantasmas, nem assombros do dia que está por vir! Eu sempre tive problemas com a ansiedade, ela poderia me matar e me ressuscitar mil vezes que em mil vezes que ainda teria problemas com ela!
Esta noite eu dormi bem, sem preocupações maiores que interferisse na minha vida! Chego a acreditar fielmente que eu gostaria de poder viver uma vida como a da Mulher (que está presente em todas as mulheres) da peça de Tennessee Williams que apresentei ontem, uma vida pacata, sem preocupações com o mundo. Mas ai, onde ficaria a minha inquietação frente a rotina? Sou tão instável que nem sempre consigo acompanhar meu próprio raciocínio, ou os meus impulsos que me move.
Eu sou “esquisitinha” já dizia as boas e as más línguas, e é esta esquisitice que me encabula, que me mete medo em relação aos outros, como me portar e colocar meu pensamento lá explicito, já que nem eu mesma costumo me entender!
Mais uma vez não estou falando coisa com coisa, então abandonarei este teclado, este PC, e irei para a cama, sem mais longas preocupações, pôr-me a dormir, e a sonhar com “alguém, que talvez não venha”.
Não da para cansar, ou simplesmente falar que minha vida é um tédio e que nada acontece! Como eu faço meus dias serem movimentados e cheios de coisas para fazer, até me sentir sufocada, e depois livre por alguns momentos até entrar em tudo novamente! Acho que é assim que eu funciono, não muito bem, mas sobrecarregada, sufocada, onde rotina não tem vez. No Maximo dessas rotinas que tem dia e hora para começar e acabar!
Como eu não me canso das pessoas, de passar uma parcela do meu dia em contato com tanta e pouca gente! Dividir anseios, desejos, comida e até cama. Mas de uma forma que nosso espaço seja limitado e respeitado mas sem o limite que nos torna agonizantemente egoístas!
O que eu queria para o meu dia hoje é que tudo desse muito certo estou apreensiva, nervosa, em tempos de explodir, mas ainda sim amando este sentimento único que não sei quando terei a oportunidade que senti-lo novamente! Tantas coisas a se fazer e outras tantas a se motivar a fazer. Hoje eu acordei com vontade de dizer que eu amo muito a minha vida, com cada parcela de diversão que eu dou a mesma!
Porque eu me importo com coisas tão banais, e acabo por fazer papel de total palhaça? Ontem eu o vi no meio do rock, isso eu já tinha bebido todas na festa junina do bairro, e depois de me arrastar ao local do outro rock, eu me sinto mal só de olhá-lo, ainda mais ter que fingir ser simpática e conversar com o mesmo. Ignorei. A certos momentos minha paciência chega ao limite, e como eu já estava mais que bêbada não iria ficar tentando forçar a barra. E não é que só isso não me bastou, eu tive que tentar agarrar alguém na frente dele para me sentir bem? E ai, não conta o sentimento alheio não? Tentar forçar alguém a algo só para fazer charminho para alguém que não tem a mínima consideração por mim? Sinto-me ridícula e mal com minhas atitudes infantis! Porque deve ser assim que ele me vê, como a mais patética criança do mundo.
No final da noite, ainda tive que ouvir a "puta do alabama" gritar um taxi para ir para a casa dele, enquanto eu me arrastava para a saida do local, encarando a chuva como algo bom de se sentir.
