Setembro é realmente um mês bom de se lembrar, um desses meses tipo outubro que desde meus 10 aninhos eu gosto de lembrar como marco. Setembro e a primavera, setembro e o cheiro de chuva, setembro e as transformações que vem na minha vida. De tantas mudanças que este mês trás na minha historia, quero lembrar de uma que está prestes a fazer um ano no dia 11 de setembro. Não é sobre os ataques terroristas que ocorreram em 2001, e eu me recordo de chegar em casa para ver meu anime favorito na TV e no lugar disso vejo um avião cruzando uma das torres. Eu pouco estava me importando com os que estavam morrendo, eu só queria que o Osama tivesses escolhido outro horário para fazer o que fez, e não acabado com meu dia sem Sakura Card Captors.
Dia 11 de setembro de 2008, alem de outra boa coisa que me aconteceu neste dia, foi quando eu fiz meu piercing no lábio! Daquele dia até hoje eu tive de ouvir a mesma cantada sendo repetida incontáveis vezes por pessoas tão, mas tão diferentes que eu quase chego a conclusão que todo homem é igual! E quando essas mesmas perguntar era feitas por pessoas que eu tenho certeza que não estavam dando em cima de mim, é que eu consigo mais que afirmar que a mente masculina não se difere uma das outras!
Tudo começa com “esse seu piercing ai dói?”
Resposta: Não, ele não dói.
E é verdade minha gente, ele realmente não dói, ninguém me pergunta se meu furo na orelha dói! Ele sim dói, e incomoda bastante por sinal!!
Depois a pergunta celebre: “E para beijar? Atrapalha?”
Resposta: Não!!!
Não me atrapalha beijar com essa porra! E acho que não deve incomodar o outro também não, porque nunca reclamaram, apesar de ter levado um pé na bunda do meu namorado daquela época uma 3 semana depois de ter colocado a jóia. Mas problemas passados a parte, eu fico realmente impressionada com a variedade de questionamentos masculinos. Eu nunca pensei em algo tão inútil como isto quando fui furar, e de repente descubro que é uma preocupação dos homens!
Oh! Mundo Fútil meu Deus! Mas é isto, apesar de tudo, setembro esta ai, é hora de mudar alguma coisa em mim, ou no mundo, mas é o momento de transformação! O que 2009 espera de mim?
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Tenho fixação por mapas. Desde criancinha eu sempre gostei de pegar os mapas mundi e ficar traçando rotas para lugares que eu tinha vontade de conhecer, ou pegar um globo terrestre, ficar girando e ver onde meu dedinho pararia. Atlas sempre foi meu companheiro de todas as horas, desses que eu via alguém noticiário sobre algum país que nunca ouvi falar o nome, já ia eu procurar sua localização. Situar-me era quase uma questão de honra, de ser entendida.
Chegava em algumas cidades e me divertia andando com um mapa nas mãos, vendo as curvas das ruas e de como chegaria ao meu destino. Parecia tola e como cara de que realmente não era dali. Mas até mesmo na minha cidade e suas pouquíssimas ruas, eu era feliz com um mapa em mãos.
Então eu cresci, não muito, mas o suficiente, e a tecnologia melhorou. Passei a utilizar de mapas rodoviários para traçar meus caminhos, e de buscas ao Google mapas para descobrir todas as estradas que me levariam a algum lugar. Eu tenho passado muito tempo fazendo isto. Aos 13 anos, era porque eu queria sumir do mapa, mas não havia lugar que eu não encontrasse para não ser localizada, hoje aos 21 e toda a tecnologia de GPS rolando por ai, fica mais complicado esse desejo se realizar, então não custa nada traçar minhas rotas que não sei mesmo que elas podem me levar a algum lugar.
Eu continuo gostando de mapas igual a quando eu tinha 8 anos e ganhei meu primeiro globo terrestre. Acho que por mais que minha natureza de mudar seja instável, eu não consigo abrir mão de muita coisa. Será que certas manias minhas são para sempre?
Eu me sinto mau! Desse tipo que daqui a pouco eu vou abaixar a minha cabeça no meu travesseiro e começarei a chorar! E me sinto na necessidade que fazer isso, chorar, lembrar e sorrir por apenas recordar, alguém que não está mais aqui. Esta noite, eu vou deitar na minha cama eu vou recordar! Recordar é realmente viver, ou eu preciso desta dose de álcool para ter coragem de me revelar?
